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segunda-feira, 26 de julho de 2010

PM flagra preso tomando conta de delegacia no Tocantins



Detento em regime semiaberto recebe policiais durante ocorrência.
Secretaria de Segurança Pública diz que responsável estava no banheiro.
 
A Polícia Militar (PM) descobriu que um preso tomava conta de uma delegacia do município de Xambioá, no Tocantins. A cena absurda foi flagrada por um soldado e também pelo Jornal da Globo (JG).


No domingo (11), a PM queria registrar uma ocorrência de agressão contra um adolescente. Um menino de 13 anos procurou um vizinho dizendo que tinha tomado uma surra de cipó da dona de um bar. “Ele estava todo cortado, chorando muito. Veio me pedir ajuda”, contou o aposentado Francisco Firmino.

Mas na delegacia não havia delegado. O policial tentou descobrir o que estava ocorrendo.


“Tem delegado aí?”, perguntou o soldado.


“Não”, respondeu um homem.


Policial: “quem é que está tomando conta da delegacia?”


Homem: “é o Carlos. Ele foi ali na casa dele”.


Carlos Alberto Gonçalves, que está em casa na hora do trabalho, faz serviços burocráticos na delegacia, como arquivar ocorrências. Ele não é policial. E O soldado descobre, então, que quem está no controle da delegacia é um detento em regime semiaberto.


“Você é preso?”, pergunta o PM.


“Sim”, responde o homem.


“Não tem nenhum policial aí, não?”, pergunta o PM.


“Tem não! Agorinha não!”, diz o preso.


O responsável pela delegacia de Xambioá, a 500 km de Palmas, naquele momento, era Antônio Silva, um preso. Ele cumpre pena por tráfico de drogas em regime semiaberto.


Secretaria de Segurança Pública
Diante do absurdo registrado na delegacia, o JG procurou a Secretaria de Segurança Pública do Tocantins. Ninguém quis gravar sobre o assunto. A secretaria se manifestou por meio de nota, e a resposta foi ainda mais curiosa. De acordo com a nota, o delegado titular estava de férias. Na falta dele, o responsável seria o delegado de Wanderlândia, a 70 km de distância. E a nota completa: havia “servidor de plantão”, mas ele estava “no banheiro” da delegacia.


O JG ficou na delegacia durante meia hora. Um lugar pequeno, com apenas duas celas. Ninguém foi visto.


A secretaria não explicou a razão de um preso responder pela delegacia. Segundo a nota, “o preso teria ficado nervoso”, e, por isso, “declarou que o servidor responsável não se encontrava”.


O boletim de ocorrência do caso de agressão contra o menor só foi registrado nesta segunda-feira (12). A agressora foi indiciada por maus tratos.

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