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sábado, 23 de julho de 2011

Atirador da Noruega disparou por 90 minutos na Ilha de Utoya

Um atirador atacou por 1 hora e meia um grande número de jovens na Ilha de Utoya, na Noruega, antes de ser cercado por uma equipe da Swat, que chegou ao local 40 minutos depois de ser chamada, disse a polícia norueguesa neste sábado.

Os jovens, em sua maioria com idades entre 15 e 17 anos, faziam parte da ala juvenil do Partido Trabalhista e estavam no acampamento de verão organizado pela legenda governista.
Os sobreviventes do massacre, que deixou mais de 80 mortos, descrevem terem se escondido ecorrido para água na tentativa de fugir do atirador, mas as declarações da polícia neste sábado detalham por quanto tempo durou o terror - e por quanto tempo as vítimas esperaram por ajuda.
Quando a equipe da Swat chegou, o atirador, que estava com duas armas de fogo, rendeu-se, disse o chefe de polícia Sveinung Sponheim. "Houve problemas com o transporte para Utoya", disse. "Foi difícil conseguir barcos, mas o problema foi resolvido quando a Swat chegou."
Ao menos 85 morreram na ilha, mas a polícia disse que quatro ou cinco pessoas continuam desaparecidas. Mergulhadores têm feito buscas nas águas. Previamente, a polícia afirmou que havia um explosivo não detonado na ilha, mas depois retratou-se afirmando que era falso.
Adrian Pracon, jovem de 21 anos que sobreviveu ao massacre, disse ter escapado por ter fingido estar morto. Segundo ele, o atirador era muito seguro, calmo e controlado e usava um uniforme negro, com detalhes em vermelho. "Eu e outros nos deitamos e sobrevivemos por causa dos corpos aos quais pudemos nos segurar e por fingir estar mortos", disse Pracon à rede de TV CNN por telefone de um quarto de hospital. "Pude sentir sua respiração", contou. "Pude ouvir suas botas."
Pracon disse estar deitado na costa quando o atirador abriu fogo. "Estava a cerca de cinco metros, talvez sete, dele, enquanto gritava que ia matar todos e que todos devemos morrer. Ele apontou sua arma para mim, mas não apertou o gatilho", afirmou.
Na coletiva, a polícia confirmou que conduz a investigação para saber se havia mais de um atiradorno ataque na ilha. "É muito difícil saber se o atirador atuou sozinho ou se fazia parte de uma rede", disse uma fonte policial.
Explosão de carro-bomba
O ataque na ilha foi lançado duas horas depois da explosão de um carro-bomba do lado de fora de um prédio do governo em Oslo, deixando ao menos sete mortos. As equipes de resgate ainda vasculham os escombros no local e, segundo Sponheim, ainda há restos mortais nos prédios.
Até agora, a hipótese era de que ele havia agido sozinho no ataque em Oslo e no massacre da ilha. Mas as autoridades em nenhum momento descartaram a ideia de que tivesse cúmplices, sobretudo no atentado de Oslo.
Foto: AFP/ FacebookAmpliar
Imagem sem data tirada do Facebook mostra homem identificado como suspeito pelos ataques na Ilha de Utoya e em Oslo, Noruega
A polícia não identificou o suspeito, mas a rede nacional norueguesa disse que ele é o norueguês Anders Behring Breivik, de 32 anos. As autoridades não apontaram uma motivação para o ataque duplo, mas ambos os alvos têm relação com o Partido Trabalhista, que lidera a coalizão de governo.
Segundo as autoridades, o suspeito visitou sites de fundamentalismo cristão e tem vínculos com um partido de extrema direita. A polícia, que interrogou o suspeito, afirmou que ele admitiu ter disparado armas de fogo na ilha, mas não ficou claro se ele confessou qualquer outra coisa. Na sexta-feira, havia informações de que o suspeito havia sido visto em Oslo antes da explosão do carro-bomba.
No começo do dia, uma loja fornecedora de produtos agrícolas disse ter alertado a polícia de que ele comprou seis toneladas de fertilizante, que é altamente explosivo e pode ser usado em bombas caseiras.
No total, 92 morreram no que o primeiro-ministro descreveu como o dia mais mortal da Noruegadesde a Segunda Guerra Mundial. Segundo o hospital da Universidade de Oslo, há 11 feridos pela explosão em Oslo e 19 pelo ataque no acampamento.
"É um pesadelo", afirmou o premiê, referindo-se "ao medo, ao sangue e à morte" que enfrentaram os jovens. "O fato dói ainda mais porque Utoya é um lugar onde vou a cada verão, desde 1974. Ali conheci a alegria, o compromisso e a segurança. O local, famoso agora por uma violência brutal, era um paraíso da juventude que se transformou em inferno em poucas horas", afirmou.
A violência por armas é rara na Noruega. Relatos de que o agressor tinha uma motivação político-ideológica foram chocantes para a maioria dos noruegueses, que se orgulham de ter uma sociedade aberta. 
A família real da Noruega e o premiê lideraram as mostras de luto da nação, visitando parentes dos vários mortos em Utoya. Prédios em toda a capital deixaram suas bandeiras a meio mastro, enquanto muitos acenderam velas e deixaram flores no centro de Oslo.

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