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quarta-feira, 24 de agosto de 2011

ALAGOAS: deputados acusados de assassinatos tomam posse na Assembleia


Dois deputados estaduais com uma extensa ficha criminal assumiram, na tarde desta terça-feira, o mandato parlamentar. João Beltrão (PRTB), foragido da Justiça alagoana, foi empossado no gabinete do presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), desembargador Orlando Manso, por procuração. Se aparecesse pessoalmente, seria preso.
Quase no mesmo horário, Cícero Ferro (PMN) assumia a vaga de Maurício Tavares (PTB), que se afastou da função por 121 dias. O acordo político foi costurado com a coligação e permite que Ferro tenha imunidade parlamentar. Ambos são acusados de assassinato, formação de quadrilha, peculato, lavagem de dinheiro e crime contra o sistema financeiro nacional. Eles faziam parte do grupo que desviou, segundo investigações da Polícia Federal, R$ 300 milhões da Assembleia Legislativa de Alagoas.
Ferro é acusado de matar o vereador Fernando Aldo em outubro de 2007. Investigações da Polícia Civil apontaram que o vereador foi morto por invadir redutos de Ferro, no interior do Estado. Em fevereiro, o agora deputado recebeu ordem de prisão. Ele não conseguiu a reeleição na Assembleia Legislativa. Mais tarde, obteve um habeas-corpus.
"Ele (Ferro) não é foragido. Após o plenário acatar o pedido de afastamento do deputado Maurício Tavares, consultei os demais parlamentares e eles disseram que eu não só deveria e sim, tinha a obrigação de acatar a volta de Cícero Ferro, que é o primeiro suplente. Ele veio à ALE e perguntei se ele queria tomar posse no plenário ou na presidência, é uma prerrogativa dele", disse o presidente da Casa, Fernando Toledo (PSDB).
Beltrão foi empossado por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) - que suspendeu os efeitos da Lei da Ficha Limpa para as eleições de 2010. O político estava foragido desde fevereiro, acusado de matar o cabo da Polícia Militar José Gonçalves, em 1996, por meio de um "consórcio de deputados". Ele ainda é acusado de assassinar um homem identificado como Pedro Daniel de Oliveira com 15 tiros em Taguatinga (TO) em 2001, e o bancário Dimas Holanda, em 2000, em Maceió.
No Tribunal de Contas da União (TCU), o deputado responde por obras inacabadas, apresentar informações falsas e sumiço de dinheiro. A prestação de contas dele de 1996, quando era secretário estadual do Trabalho, - foi contestada pelo tribunal por apresentar "informações falsas" sobre os gastos na pasta.

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